domingo, 30 de janeiro de 2011

Caminho das Pedras

Antes de começar quero dizer que estou muito feliz pelas pessoas que comentam e que me mandam emails. Amo todos vocês!

Recebi faz um tempinho um email simpático do Pablo Zuazo e hoje um outro email muito fofo do João Privatti e isso me deu inspiração para escrever sobre os percalços que NINGUÉM conta em detalhes e pelos quais eu e muitos candidatos estamos passando. Bom para quem ainda é meio leigo no esquema.

1. Investimento: custa CARO, MUITO CARO ser aspirante à Diplomata. É triste dizer isso e autoexplicativo... É curso de idiomas, gasto com livros e até já cogitei uma mudança de cidade, mas por enquanto é inviável. Portanto se você que está lendo mora em São Paulo capital ou em Brasília, pare de churumelas porque os melhores cursos estão nessas duas cidades.

2. Estudo a longo prazo: não existe essa história de neguinho que passa pelas 4 fases de prima... Isso non exciste já dizia o Padre Quevedo! Todo mundo, seja quem está entrando ou quem já está no esquema, sabe que o CACD é um comcurso de preparação de longo prazo... Se você NÃO ESTÁ PREPARADO MENTAL E FISICAMENTE para sacrificar, pelo menos de 2 a 3 anos ou mais da sua vida em cima de muitos livros... Jogue tudo para cima e vire hippie meu bem! Decididamente não é a sua praia.

3. Sacrifícios sempre: antes de entrar, lá dentro no curso de formação e depois quando começar a entrar em campo! Esqueça essa história de vida plenamente resolvida estando lá dentro. Para subir na carreira (e no salário), só com Centro de Altos Estudos/Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas, pimpolho(a). É trabalho, muito trabalho! E também faça o favor de despachar qualquer pessoa que não veja com bons olhos essa escolha que é ser diplomata, seja conjuge, namorado, ficante, amante... Dói, mas quem abraçou a carreira diplomática como plano de vida tem que estar preparado para partidas e despedidas. Eu fiz isso e não me arrependo.

4. Não queira devorar uma pilha de livros e achar que vai entender tudo só de ler... É humanamente impossível. Eu imprimi quase todos os manuais da FUNAG e tudo dá um meio metro só de altura... Saca o drama! E além do mais a média de páginas dos livros estudados, sejam os obrigatórios, sejam de leitura de base e/ou leitura suplementar gira em torno das 300, 400 (respira fundo!). Meu conselho precioso: dois na verdade. 1. Revezar entre 2 ou 3 de matérias diferentes para não cansar demais a mente. 2. Fazer aquela "moldura" de comentários pertinentes em cada página nos livros ou em algum papel a parte... Coisa de três a cinco linhas... Demora? É... Mas quer ler tudo de novo? Absolutamente fora de questão!

5. Agenda: Parece brincadeira, mas eu acho essencial, porque estabelecemos metas (por gentileza colocar coisas POSSÍVEIS, ok!) e isso ajuda a gente ir em frente mesmo quando queremos jogar tudo para o alto pensando "o que eu estou fazendo aqui!". E convenhamos que não tem nada melhor do que no final do dia, a gente colocar um OK ou riscar o item da listinha!

6. Jornal é SAGRADO e irá lê-lo todas as manhãs, bem como acessará a sala de imprensa do MRE pelo menos para dar uma olhada nas manchetes (é muita coisa para ler, não dá para ler tudo!)

7. LEIA BONS LIVROS DE AUTO-AJUDA!... Já estou preparada para as pedras que vão me jogar em 3, 2,1... E olhe que eu sou muito, mas muito cética para essas coisas de auto ajuda, porque tem muita coisa estilo caça-níquel nas livrarias! Porque que eu falo isso? Parece brincadeira, mas para quem entra de cabeça num concurso como é o CACD precisa antes de tudo, nutrir a alma para encarar todos os percalços, as dificuldades, a sensação de não estar fazendo o suficiente, as preocupações diárias, as dúvidas, entre tantas outras coisas. Eu aconselho ler de mente aberta aquele livro "O Segredo", da Rhonda Bryne (que surpreendentemente está dificil de achar!) e tê-lo como livro de cabeceira.

É isso queridos leitores!

5 comentários:

  1. Meu pai ETERNO! Andrea, vc viu no idc que sairam os cursos a distancia pra diplomacia lá no IDC..! Eu chego à conclusão que a melhor coisa é continuar fazendo da forma tradicional: focinho nos livros! Prefiro queimar meus neuronios de graça do que gastar essa nota num curso que é EAD. Gente do céu... maiscaro que muito curso pra carreiras que são bem melhor remuneradas >.<

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  2. Querida Ivy!
    Estava lá olhando o site do IDC. É um descabimento igualarem o preço do presencial com o preço do ensino a distância! Uma vergonha! Vantagem zero! Esses cursos preparatórios são iguais a salões de beleza... Você nunca sabe quanto vai pagar até o visor da máquina do cartão passar!

    Valeu por ter visto!

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  3. Eu até nem me supreendi muito com o preço, porque a média de preço dos cursos que eu vi a distância é isso aí... Mas que é um roubo para não ter contato nenhum com o professor, isso é!

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  4. Cara Andréa,

    Meu nome é Leonardo, moro em Salvador-BA, sou bacharel em Relações Internacionais e assim como vc, aspirante à carreira diplomática. Como já sou servidor público federal, do MPOG, consegui a tão sonhada estabilidade financeira para poder me dedicar exclusivamente ao CACD. O caminho é difícil, mas não impossível. Tenho 34 anos, sou recém-casado e Deus me premiou, de primeira, com trigêmeos: é, sou pai de duas meninas e um menino, todos com 1 ano de idade. Se vcs acham que o CACD já é difícil pra quem é solteiro e mora na casa dos pais, imaginem conciliar o CACD com a função de pai de trigêmeos. Coloquei como meta em minha vida passar no CACD. Não tenho pretensão de ser embaixador (mas se conseguir chegar lá sem antes ir pro quadro especial, ótimo!), eu quero é ser DIPLOMATA. Para todos aqueles que sonham em ser diplomata, não parem até conseguir. Nada é impossível pra quem tem um objetivo na vida, muito menos o CACD. Abraços.

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  5. Cara, de-me dicas de quais partes ler do jornal. Você leem todo o jornal?

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